O PROJETO MIDIÁTICO E A FAIXA ETÁRIA COMO CATEGORIA DISCRIMINATÓRIA
Segundo as categorias sociológicas determinantes de movimentos de exclusão, a mulher, a criança e o idoso constituem grupos contra os quais se exercem as práticas cruéis de discriminação. Ecléa Bosi comenta que os três segmentos não constituem classes: “são, antes, aspectos diversificados e embutidos por entre as classes sociais”, já que o que define classe social é a posição ocupada pelo sujeito nas relações objetivas de trabalho. A propósito do livro de Ecléa, Memória e sociedade, João Alexandre Barbosa[1] ressalta o fato de que seu maior mérito é estabelecer um roteiro seguro para que se possa entrever, nas memórias colhidas, um estudo das classes sociais. Os velhos narradores selecionados na obra estão vinculados por uma noção tão entranhada do trabalho e das relações sociais que, aos poucos, configuram uma classe duas vezes oprimida: pela dependência social e pela velhice. Mais do que colocar a questão etária implícita de classe preferiria, apenas, somar a faixa etária às demais categorias sociais de classe, gênero e etnia. A questão da idade é gravíssima porque, embora onipresente, constitui tabu, não é nomeada enquanto categoria de diferenciação. Nízia Villaça, minha parceira no livro Em Nome do Corpo[2], e coordenadora do grupo de pesquisa Ethos: comunicação, comportamento e estratégias corporais, do qual sou membro, costuma afirmar que o ser mais oprimido socialmente não é só a mulher negra operária, pois falta acrescentar um elemento qualificativo fundamental: “idosa”.
O que pretendemos é discutir, a partir da análise de material bibliográfico na mídia impressa e eletrônica, algumas categorias que revelam a maneira como o segmento social, cuja faixa etária ultrapassa 60/65 anos é tratado, freqüentemente, nessas fontes: os excluídos, a terceira idade e os autogerenciados.
Com vistas a uma reconceituação da velhice no contraponto com o pensamento “politicamente correto” que vem sendo construído em torno da terceira idade, utilizamos os parâmetros classificatórios do corpo de Arthur Frank[3], privilegiando a reflexão sobre um corpo comunicativo e desejante que não seja mero reflexo de projeções institucionais e familiares, mas que, efetivamente, se autogerencie, mesmo em situações econômicas adversas. A provocação para tal tarefa foi a larga incidência de discursos e instituições que falam do idoso como um objeto, um problema, num clima de distanciamento.
No diálogo sobre a construção da velhice no Brasil contemporâneo contracena a saúde pública que tem por objetivo o conhecimento da saúde e doenças das populações, sendo estruturada por profissões e organizações que se ocupam do desenvolvimento de determinadas políticas a partir de alguns pontos de reflexão. Técnicas e estratégias das disciplinas pertencentes à medicina, à demografia, à história, à geografia, à estatística, à psicologia e ao direito, são levadas em consideração para esclarecer os problemas da saúde e da doença.
O aumento do número de pessoas idosas nos países desenvolvidos e em desenvolvimento tem como conseqüência se fazer acompanhar de um aumento de problemas médico-sociais exigindo do poder público, extrema atenção. Neste sentido é importante estabelecer relação entre doença e velhice.Vale ressaltar que no Brasil, segundo os últimos dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), 14,5 milhões de cidadãos têm mais de 60 anos.
De um modo geral o sistema de ajuda e cuidados às pessoas idosas pode ser definido como um conjunto de atividades cuja função é a manutenção de sua saúde e autonomia e compreende três componentes:
a) os técnicos do setor médico-social
b) os responsáveis pela administração e planejamento do setor
c) a população idosa necessitada de assistência
O sistema montado neste tripé dependerá, obviamente, das características sócio-demográficas do público idoso; os sistemas de financiamento dos órgãos de assistência médica e da ação social dos governos. Além disso, os limites do sistema se abrem ao meio ambiente, a vários aspectos da vida em sociedade que afetam a saúde da população (salários, transporte, alojamento, alimentação).
Não é nosso propósito avaliar o funcionamento do sistema em seus detalhes, mas chamar atenção para o discurso sobre a velhice e suas subclassificações no sentido de apontar a tendência à objetivação do problema e sua classificação apressada. Assim é comum associar a velhice apenas ao fator biológico, à decrepitude do corpo e confiá-la à medicina, onde, obviamente, o corpo sofrerá um quase esquartejamento em vida, percorrendo as diversas repartições do saber técnico: cardiologia, ortopedia, gastroenterologia e tantas outras.
As definições administrativas da velhice predominam com determinações etárias que simplificam e generalizam visões negativas do envelhecimento, confundindo, numa mesma classificação, indivíduos inseridos em contextos sócio-econômicos e culturais bastante diversos.
Observa-se que a questão da dinâmica do envelhecimento é conceituada de forma muito ampla e com muitas variáveis, optamos, portanto, mencionar, ainda que de forma bastante econômica, as perspectivas mais recorrentes. São as que levam em conta os aspectos cronológicos; biológicos; psico-afetivos e sociais.
Sob o ponto de vista cronológico, devemos atentar para o fato de que, entre nós marca-se o começo da velhice entre os 65 e os 70 anos, por ser a idade que coincide com a aposentadoria. A entrada na velhice é, portanto, estabelecida, de certa forma, por decreto.
Como no conceito de velhice há uma variável muito grande de idades, Mishara e Riedel[4] distinguem dois grupos de idosos: os “jovens velhos” e os velhos propriamente ditos. As diferenças culturais, sócias, psicológicas, econômicas etc., influenciam no estabelecimento do que se vai considerar como velho.
Somos velhos antes de sermos idosos ou o inverso disso? A idade é produto de certos acontecimentos. Inúmeras variáveis como a saúde, fatores sociais e econômicos parecem entrar na concepção de idade tanto quanto o número de aniversários. Como se envelhece diferentemente do ponto de vista psíquico, econômico e social, a idade cronológica serve só para marcar a idade “objetiva”. O jornalista Barbosa Lima Sobrinho, com seus 103 anos de idade e 80 de atividade, foi um exemplo lapidar desse fato, entre nós.
Além da idade cronológica, as mudanças físicas e biológicas servem de critério para definir o envelhecimento. No entanto, como as mudanças físicas são graduais, a não ser em caso de grandes traumatismos, é arbitrário determinar o momento preciso em que a pessoa fica velha fisicamente.
A maioria das pessoas só se apercebe do envelhecimento quando é obrigada a usar óculos, por exemplo. A “descontinuidade”, como denominam autores como Sokoloff e Yarrow[5], só é conscientizada pela maior parte das pessoas, quando atinge as atividades cotidianas. A imagem pessoal muda no momento em que se observa que os cabelos caem ou embranquecem, que as rugas e a pele seca aparecem e os pêlos aumentam. Surge, então, uma indústria milionária com o propósito de conservar a aparência jovem: tintas para cabelo, cremes e máscaras para a pele e uma infinidade de produtos de toda sorte, vendidos diariamente e em grandes quantidades para retardar a aparência de velho.
Nossa aparência muda ao envelhecermos, e as principais mudanças estão associadas às estruturas subjacentes ligadas a processos metabólicos e celulares.Entre as modificações mais notáveis podemos citar a do sistema capilar; a da estatura; da estrutura óssea ; as alterações das funções sensórias; da motricidade fina e global e as modificações dos sistemas pulmonar e cardiovascular.
Sob o ponto de vista psico-afetivo, há que se ter em conta que uma pessoa só é considerada psicologicamente madura quando ela pode assumir suas responsabilidades na sociedade. Mas quais são os aspectos psicológicos associados ao envelhecimento? Sentimo-nos diferentemente aos 70 anos do que aos 40?
Para estudar as diferenças psicológicas entre jovens e velhos pode-se examinar a maneira como as experiências de uma população idosa diferem das de uma população jovem. É evidente que se tem mais experiência aos 70 anos que aos 40. A instrução é uma forma de experiência condensada e o nível de instrução se eleva, de forma que certos jovens podem ter mais experiência que seus antecessores. Numa sociedade onde a tecnologia se desenvolve vertiginosamente, a maioria das pessoas tenta evoluir, pelo menos no sentido de se manter atualizada. Por outro lado, aos 70 anos aproxima-se a morte, o que pode ter efeito s psicológicos expressivos. Como menciona Neugarten[6], a partir de um certo momento “a vida se reorganiza em função do tempo que ainda resta para viver, mais do que do tempo acumulado desde o nascimento”.
As mudanças psicológicas podem se dividir em dois grupos: as cognitivas, isto é, as que afetam o modo de pensar e as que concernem à afetividade e à personalidade.
As mudanças não aparecem sozinhas. A personalidade e as funções cognitivas são afetadas por acontecimentos como a aposentadoria, a morte do cônjuge etc., que se juntam às experiências complexas no cerne do meio social. Crê-se, atualmente, que a maneira de reagir às experiências sociais determina certos aspectos importantes da velhice.
Com relação ao aspecto social, sabemos que a idade social designa os papéis que se pode, se deve e se deseja desempenhar na sociedade. Certos papéis podem entrar em conflito com as etapas arbitrárias da idade cronológica. Assim, uma pessoa idosa pode desejar continuar a desempenhar o papel de sustentar a família mesmo depois de sua aposentadoria compulsória. O conflito entre a idade social, psicológica e cronológica constitui uma forma de dissonância.
Certas variáveis sociais evoluem evidentemente com a idade, mas sem seguir, necessariamente, a idade cronológica. A variante independência/dependência é um exemplo claro disso. Inicialmente, submetidas a um estado de dependência total, as crianças vão se tornando cada vez mais independentes. Quando atinge a independência, o adulto conhecerá um período no qual terá pessoas dependentes dele. Enfim, enquanto a geração seguinte vai se liberando gradualmente, os pais retornam ao estado de dependência tanto dos filhos, quanto da sociedade.
A participação em um grupo específico, uma família ou uma cultura é regida por um conjunto de regras e compreende numerosas obrigações que variam enormemente de acordo com o grupo, com a pessoa, com a situação e mesmo com a idade. A natureza exata da influência exercida pelo meio está sujeita, no entanto, à controvérsia.Daí, sociólogos, psicólogos e gerontólogos procurarem estabelecer diversos modelos de envelhecimento com vistas a explicar a influência dos fatores culturais e sociais no envelhecimento que contemplam questões como o comprometimento ou descomprometimento do indivíduo na sociedade; o meio em que vive; as atividades que desempenha e sua atuação no grupo.
Não podemos esquecer que vivemos um tempo caracterizado pela individualização e pela automatização. Os laços comunitários e familiares perdem seu vigor diante do império do novo, do jovem. “O mundo que é internalizado é o da juventude, do consumo, do descartável do ritmo acelerado e do tecnológico”[7]. É sintomática a representação da velhice em lugares isolados, ilhas, aparentemente defendida do impacto da urbanização e industrialização globalizada.
A utilização de todos os recursos técnicos disponíveis na atualidade aumenta o fosso e a polarização entre os indivíduos tornados desvalidos, pelo próprio processo moderno de individualização. Os velhos que se agrupam sob a etiqueta de “terceira idade”, segundo nosso levantamento, são os que, embora não mais ativos, dispõem de renda para serem consumidores, atores sociais. Ao contrário, os que não são produtores e os inúteis como consumidores são pessoas que “a economia”, com sua lógica de suscitar e satisfazer necessidades, dispensa. Este segmento figura na mídia em matérias que narram catástrofes ou mesmo como fait divers, nos livros dedicados ao estudo específico da velhice como um problema a ser resolvido objetivamente, sem o cuidado de enfocar a questão da produção subjetiva desses agentes sociais.
Parece haver uma relação nada desprezível, segundo Zygmunt Bauman[8], entre uma redundância orgânica (manifesta no excesso de carência de toda a ordem) e os sinais de reavaliação da nova vida e longa vida. A recusa de velhos em tomar as vacinas indicadas é um sintoma bem claro do medo de extermínio, num tempo de questões demográficas ameaçadoras.
A velhice parece despregar-se do antigo paradigma que, separando alma e corpo, valorizava o primeiro termo. A sabedoria dos velhos acha-se em certo nível substituída pela memória eletrônica e pelo endeusamento do corpo jovem. Esquecem-se representações de poder investidos em figuras de velhos, como demonstra Michelangelo no afresco da capela Sistina, em que o Senhor transmite ao homem a centelha da vida
Numa sociedade onde impera uma visão culturalista do mundo, uma busca neo-iluminista de progresso e perfeição através da tecnociência, a “natureza” da perecibilidade humana é vista como decadência e desconformidade. O controle é a palavra chave do novo paradigma e a falta de poder para construir o próprio corpo, um motivo de exclusão. Os mecanismos de controle de que fala Foucault[9] são postos em ação sobretudo através da mídia escrita ou eletrônica que apregoa os mandamentos do corpo . Frente ao “programa”, há os que não conseguem se enquadrar devido sobretudo a problemas sócio-econômicos. Há os que tomam as “vans” da atualização e freqüentam os cursos de reciclagem e os “happy few” que, também por motivos sócio-econômicos e culturais, sobretudo, pertencem às elites do poder e não precisam se apresentar para os testes.
Acompanhando esta hierarquia simbólica, há uma série de vocábulos que marcam a diferença e uma semiologia curricular. Reciclagem x formação e inativo x ativo são dois exemplos que apontam a importância atribuída à existência ou ausência de projeto na categorização dos velhos. A tríplice classificação por nós proposta para reflexão (excluídos, terceira idade e autogerenciados) foi efetuada a partir de diversos referencias que articulam o processo de envelhecimento.
Entre os primeiros (os excluídos) está a grande maioria daqueles que transitam pelos corredores hospitalares em busca de remédios inexistentes, daqueles que jazem catatônicos, despejados em asilos sórdidos e daqueles cuja discriminação, mais sutil, se expressa pelo isolamento no próprio ambiente familiar, não constituindo nem mesmo um tipo de apêndice útil para serviços domésticos, como havia nas famílias há 30 anos: as tias solteiras ou um agregado, por exemplo. Tais velhos correspondem, no plano do corpo social macro, aos exorbitados da produção e do consumo que já não constituem nem o 3o mundo (oferecimento de mão-de-obra barata, terceirização, etc.), são nada mais que o resto, o entulho. São significativas as dificuldades de acessos literais e simbólicos impostas ao idoso: acesso aos ônibus, às rampas, ao lazer, à justiça e à cidadania.
Em julho de 1997, o Presidente Fernando Henrique Cardoso assinou a Lei do Idoso, articulando a ação de vários ministérios, mas o programa concreto ainda está precariamente realizado, vem demonstrando ser mais dessas leis que não pegam.
Sintomática da naturalização de um descuido dos poderes públicos com o idoso carente é a incidência na de matérias visando os segmentos “terceira idade” e “autogerenciados”,com discussões sobre a sexualidade, a beleza,, boa forma e mil receitas de sucesso.
Em nossa pesquisa, foi verificada a total desproporção de matérias referentes à questão do atendimento dos idosos carentes que figuram apenas como número em campanhas institucionais episódicas, que figuram como personagens anônimos do descuido de instituições privadas que malbaratam o dinheiro público do contribuinte, deixando seus velhos morrerem à mingua, como responsáveis pelo aumento do déficit previdenciário.A mídia, de um modo geral, parece ocupar-se, predominantemente, como assinalamos, do aspecto performático do velho ativo, descuidando das questões relativas à saúde, relações de trabalho, assistência hospitalar, moradia dos que não possuem recursos para o próprio sustento.
O discurso sobre o segmento da “terceira idade”, na mídia em geral, surge acompanhado de adjetivação que deixa transparecer o otimismo com que constrói o imaginário de pessoas agrupadas sob esta etiqueta.
Segmento “darling” da mídia, as matérias versam sobre a “plena forma”, “prazer”, “tripla jornada extremamente agradável”, “gosto pela vida”, “atualização”, “vida social ativa”, “as delícias do turismo senior”, “gerência de carências afetivas e financeiras”. A semiologia de tais descrições coloca essas atividades como a representação da vitória de uma possível depressão. É interessante notar que o segmento preferido para tal perfil é o de mulheres entre 65 e 70 anos sem atividade profissional bem definida e cujo processo de subjetivação e de afirmação pessoal se dá numa mistura bastante evidente com as tarefas que realizam junto aos netos, na família, na vizinhança. A tentativa de reabilitação da velhice através de etiquetas “terceira idade”, “feliz idade”, “maior idade”, “real idade”, carregam em seu bojo uma série de sub-ideologias que ligam a figura da avó à aposentadoria, à disponibilidade, à falta de projetos pessoais e prioritários. Tais generalizações comprometem a singularidade individual tal como se pode produzir mais ou menos freqüentemente na vida real.
Em recente reportagem,em O Globo, Heloisa Marra[10] transcreve a opinião de David Shas, editor da revista View Point, considerada a bíblia do marketing, em que de forma taxativa ele afirma “a mina de ouro do consumo são os bem jovens e os novos velhos”, esse segundo segmento, denominado por ele de “new seniors”, refere-se exatamente a essa massa homogenia de consumidores que a expressão “terceira idade” abarca.
E para finalizar, o que chamamos de autogerenciamento é a situação em que o indivíduo, por fatores de ordem política, econômica, sócia, psicológica, pode programar suas atividades de forma menos homogeneizada. É interessante observar que as matérias sobre a “terceira idade” têm uma estruturação de receituário a ser obedecido por idosos que, exemplarmente, cumprem as regras do jogo.
Diferente, é a construção do discurso daqueles que “venceram na vida”, dos que se autogerenciam. A técnica usada neste caso confunde-se com a autobiografia que serve de exemplo para como se chegar a uma velhice ativa. Neste sentido, pode-se verificar uma possível distinção entre autogerenciamento (poder intelectual e econômico) e terceira idade (massa de aposentados que podem consumir). Os primeiros são, portanto, exemplarmente utilizados para mobilizar a segunda categoria. O discurso biográfico tem por objetivo caracterizar um perfil de herói que se mantém na liderança, na ativa, ou como referência, apesar da idade.
[1] BARBOSA, João Alexandre. “Introdução”. In: BOSI, Ecléa. Op.cit p.9
[2] VILLAÇA, Nízia & GÓES, Fred. Em Nome do Corpo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999
[3] FRANK, Arthur. “For a sociology of the body: an analytical review”. In: FEATHERSTONE, M.; HEPWORTH, M. & TURNER, Bryan,S. (eds.) . The body: social process cultural theory. London: Sage Publications,1993.
[4] MISHARA, Brian L. & RIEDEL, Rober G. Lê veillisement.Paris: PUF, 1994.
[5] Apud MICHARA, Brian.L & Riedel, Rober,G. Opcit. P.46
[6] NEUGARTEN, B.L. Personality and patterns of aging. In: Bl.L. Neugarten (ed.).Middle age and agiiing.. Chicago: University of Chicago Press,1968.
[7] “STEPANSKY, Daisy. “Velhice, imaginário e cidadania”. In: Nízia VILLAÇA, Fred GÓES e Éster KOSOVSKI (orgs.) Que corpo é esse?; novas perspectivas. Rio de Janeiro: Mauad, 1999,p.137.
[8] BAUMAN, Zygmunt. O mal estar da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Zahar, 1998,p.191.
[9] FOCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Trad. Raquel Ramalhete. Petrópolis: Vozes,1987
[10] MARRA, Heloisa. “Jovens e Velhos, a mina de ouro do consumo. O GLOBO caderno ELA, 15/07/00 p.5